Foto-economiaAssomada, 13 Setembro - Os operadores e feirantes no novo mercado municipal de Achada Riba, em Santa Catarina (ilha de Santiago), acolheram com satisfação a decisão da municipalidade em reduzir a renda e taxas de ocupação diária nesse espaço, mas pedem mais reduções ainda.

Na sequência do anúncio esta sexta-feira pelo director da área comercial sobre a redução das taxas em apreço, alguns dos vendedores abordados pela Inforpress  felicitaram a edilidade pela iniciativa - determinar a redução em 20 por cento da renda e taxas de ocupação no mercado, por um período de 12 meses -, alegando que a venda no mercado baixou muito depois de terem deixado o antigo mercado sucupira.

Gilson Moreira, um dos operadores locais, disse que a notícia caiu no agrado das vendedeiras, mas é de opinião de que a edilidade deveria diminuir ainda mais as rendas e taxas de ocupação do mercado, devido à crise que se faz sentir.

Outra operadora, Sheila Mendes afirmou que a venda no mercado tem sido fraca, havendo dias em que não conseguem nem dinheiro para pagar a taxa de entrada, razão por que considera que esta redução "veio mesmo a calhar".

“A medida é boa e é também uma boa oportunidade para nós, porque facilita-nos. Cento e quarenta e três escudos era um preço muito elevado, e com essa redução as coisas podem melhorar, porque este "troquinho" dá para comprar pão para alimentar os nossos filhos”, disse.

“Como o país está a enfrentar uma crise, gostaria que pelo menos reduzissem ainda mais, porque não há dinheiro, as pessoas não estão com poder de compra e nós ficamos aqui desde cedo a sofrer, com fome, porque temos de pagar 143 escudos pela taxa de entrada, ao menos fossem 100 escudos ficávamos muito mais felizes”, disse o operador Carlos Sanches.

Nelita Gomes que pagava antes 6.400 escudos pela sua loja e agora vai passar a pagar 5.120 escudos, afirmou que isso vai ser uma boa ajuda nas despesas.

“Não temos venda e pagar 6 mil e 400 da loja e depois outros tantos de electricidade é muita despesa e não compensa. No antigo mercado sucupira vendia-se mais, mas com esta mudança para o novo espaço as coisas mudaram do céu para terra”, frisou.

A mesma fonte disse ainda que o mercado está “mal organizado”, uma vez que muitas vendedeiras estão a fechar as suas lojas para irem vender roupas na rua, visto que as pessoas não entram no mercado, devido ao cheiro de peixe e da carne.

Nelita Gomes é de opinião de que isto é uma concorrência desleal, que só poderá ser resolvido com a construção do segundo piso do mercado.

“Com a construção do segundo piso vamos ganhar mais, porque com carne, peixe e verduras no mesmo espaço e roupas num outro, dá mais visibilidade”, explicou.

Gilson Moreira partilha a mesma opinião, indicando que assim como as coisas como estão no rés-do-chão do mercado não dá para continuar.

“Aqui estamos todos misturados, desarrumados e confusos, com as moscas a poisarem nas roupas fica um pouco nojento, mas se o segundo piso vier a funcionar, estaremos bem servidos”, disse.

Com esta medida anunciada sexta-fera pelo director de promoção de economia local, Nélson Veiga, os comerciantes que pagavam mensalmente 6.400 escudos de renda nas lojas, passam a pagar 5.120 escudos, uma redução de 1.280 escudos, enquanto os que pagavam 9.800 passam a pagar 7.840 escudos.

Na mesma linha de iniciativa, os operadores que pagavam 143 escudos por dia vão pagar agora 114 escudos, os que pagavam 100 escudos por dia na parte exterior do mercado, passam a pagar 80 escudos, e os vendedores de carne e de peixe passaram de 125 escudos para 100 escudos por dia.

Fonte: Inforpress


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