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As necessidades mudam ao longo dos temos, mas há uma coisa que se mantém inalterada: a rebeldia e capacidade transformadora dos jovens. Assim aconteceu nos anos 60/70, mas também nas décadas de 80/90 e na actualidade. Depois da independência e do emergir da liberdade no país é necessário aprofundar a democracia e os mecanismos de participação popular

A aposta era clara: estabelecer um debate transgeracional partindo da luta de libertação nacional, passando pelos combates pela liberdade e pela democracia, e ancorando nos nossos dias. “Gerações de Mudança” levou à Biblioteca Municipal Manuel Faustino, Paulo Monteiro e Ricardo Fidalgo, três vozes e três gerações em conversas soltas pelos caminhos do sonho e da utopia, unidas pela esperança num futuro melhor

A terceira tertúlia saldou-se, mais uma vez, pelo êxito. Depois, de “Mulheres Guerreiras” e “Teatro: pelo sonho caminhamos”, “Gerações de Mudança” captou um público que começa a ser fiel às Tertúlias na Biblioteca. Uma tertúlia moderada por Henrique Varela e antecedida por um momento cultural com a actuação de dois grupos de batucadeiras.

Médico psiquiatra, actualmente Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Manuel Faustino é uma referência na luta clandestina em Portugal, ainda estudante, e pela sua participação em três governos de Cabo Verde: no período de transição, após a independência e na Segunda República. Independente, a única militância partidária que se lhe conhece foi no extinto PAIGC, o partido fundado por Amílcar Cabral.

Paulo Monteiro, economista, actualmente Secretário Municipal da Praia, viveu intensamente a luta pela liberdade e pela democracia e foi o primeiro presidente da Juventude para a Democracia (JpD). Na actualidade não tem quaisquer responsabilidades político-partidárias.

Ricardo Fidalgo é professor de inglês no Liceu Amílcar Cabral e também dá aulas na Uni-CV. Recentemente, fez o mestrado nos Estados Unidos da América.

A luta pela independência e os riscos da clandestinidade deram o mote à intervenção de Manuel Faustino, levando a plateia a revisitar um dos períodos mais difíceis da história de Cabo Verde, mas também recheado de esperança. Uma esperança, aliás, confirmada hoje por quatro décadas de independência nacional.

 

Da alegria da libertação à desilusão do partido único

Faustino começou a sua intervenção fazendo referência ao 25 de Abril de 1974, um marco na história de Portugal, de Cabo Verde e do mundo que permitiu o fim da clandestinidade. Um dia extremamente importante, que registou o fim da ditadura salazarista-marcelista e a ocupação do arquipélago durante cinco séculos.

O Chefe da Casa Civil da Presidência da República levou-nos a revisitar os caminhos de uma geração indomável, vivendo entre a esperança da libertação e os receios da polícia política da ditadura que era implacável com os opositores do regime. Manuel Faustino referiu a alegria que se seguiu ao golpe dos militares em 25 de Abril e o regresso a Cabo Verde, Um regresso que durou pouco tempo já que, cinco anos depois, partiu para o exílio, tendo vivido no Rio de Janeiro (Brasil) durante uma década, onde trabalhou como psiquiatra.

À alegria da libertação, seguiu-se a desilusão pela ditadura do partido único que dominou o país durante quinze anos. Uma leva autoritária a que Manuel Faustino se opôs firmemente, juntamente com outros destacados militantes do PAIGC, entre os quais o actual Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

Processo de construção democrática nunca acaba

Com nove anos de idade quando aconteceu a independência, Paulo Monteiro viveu intensamente os quinze anos de partido único, e recordou para a assistência a acção perniciosa da polícia política do regime do PAIGC/PAICV, o controle e vigilância a que estavam sujeitos os cidadãos, o receio de se falar livremente, mas também o gérmen da contestação que acabou por derrotar a ditadura chefiada por Pedro Pires e iniciar um novo caminho para o País com as eleições democráticas de 13 de Janeiro de 1991.

Monteiro aludiu aos primeiros tempos do regime democrático e a alguns tiques autoritários transportados do partido único, mas também ao mar imenso de criatividade e energia colectiva que se registou nesses anos, para concluir que a democracia é um processo de construção sem fim.

São precisas novas formas de fazer política

Ricardo Fidalgo começou por aludir à irreverência da nova geração, uma geração informada por razão das novas formas de comunicação tecnológica. Uma geração com energia de in submissão, o que se traduziu na recente saída à rua para contestar o Estatuto dos Detentores de Cargos Políticos.

No entanto, segundo Fidalgo, não se pode ficar pelo assessório e por essa tendência bem nacional de limpar as teias e deixar a aranha viva. Para o professor é fundamental instituir novas formas de fazer política em Cabo Verde e quem não perceber isto vai ficar pelo caminho. Em vez de arranjos superficiais, são necessárias reformas profundas (uma revolução) no sistema político para atender às novas necessidades.

Para Ricardo Fidalgo, o ideal para Cabo Verde seria conjugar o regime de democracia representativa com a democracia participativa, e referiu o caso da Suíça onde a democracia formal casa perfeitamente com um modelo democrático “semidirecto”, com o povo a ser representado pelos eleitos mas tendo também espaços próprios de participação democrática. É necessário aprofundar a democracia e os mecanismos de iniciativa popular.

 


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