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O detalhado programa apresentado ontem por Francisco Tavares, perante a ministra Eva Ortet, prevê a criação de 800 a mil postos de trabalho, virados fundamentalmente para o ambiente a reciclagem e a produção própria de materiais e inertes para a infraestruturação rodoviária e urbana, bem assim para a construção de equipamentos desportivos e habitação social

No final da visita a Santa Catarina da Ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, o edil de Assomada apresentou as linhas gerais do plano municipal de combate aos efeitos do mau ano agrícola. Francisco Tavares deu a conhecer os principais pontos do “Programa de Mitigação do Mau Ano Agrícola”, um documento estratégico produzido por técnicos do seu gabinete e que se encontra em fase de ultimação de pormenores.

No rescaldo do périplo que levou o Edil e a responsável da pasta da Agricultura a várias zonas do Município, Francisco Tavares referiu que a visita de Eva Ortet, a convite do Presidente, confirma a avaliação que já tinha sido feita pelo Executivo Municipal. “Somos, por ventura, o concelho mais vulnerável aos efeitos do mau ano agrícola no país”, disse Tavares, acrescentando: “Temos a maior população rural de Cabo Verde, temos a maior bolsa de pobreza e, temos, ainda, o maior efectivo de gado que deve ser alvo de salvamento”.

MEDIAS CONCERTADAS ENTRE A AUTARQUIA E O MDR

Com base nestes elementos, responsáveis da autarquia e técnicos do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR), estiveram a discutir, nos últimos dias, medidas conjugadas que permitam enfrentar a situação crítica vivida no Concelho, principalmente entre as famílias que se dedicam à produção de gado bovino.

Francisco Tavares apresentou algumas ideias que têm vindo a ser trabalhadas pela sua equipa em articulação com a delegação local do MDR e que poderão, caso o Governo as legitime, dar resposta firme aos principais problemas, desde logo, a criação de emprego que permita às famílias sair do sufoco em que se encontram.

Sem prejuízo de ajustes finais - e de uma divulgação mais ampla (que deverá ocorrer nos próximos dias) do Programa de Erradicação do Mau Ano Agrícola” -, Francisco Tavares adiantou as principais linhas de execução do programa, não sem antes fazer referência a “microprojectos interessantes”, apresentados pela Delegação do MDR, orçados em 15 mil contos, que preveem gerar qualquer coisa como 200 postos de trabalho.

No entanto, a Câmara liderada por Francisco Tavares tem uma perspectiva mais ousada e pretende, recorrendo a outras solidariedades (ministérios e instituições públicas), atacar de forma mais firme o problema do desemprego e da pobreza no Município.

GERAR 1300 POSTOS DE TRABALHO

“Estivemos a realizar um estudo e a conclusão a que chegamos é que temos um conjunto de cerca de 1300 famílias em situação de extrema vulnerabilidade; são famílias pobres, sobretudo chefiadas por mulheres, e julgamos que daí devem resultar cerca de 1300 postos de trabalho”, avaliou o Edil, adiantando que a geração destes postos de trabalho deve estender-se, no mínimo, por um período de cinco meses para evitar que estes agregados “caiam em situação de rutura alimentar e de falta de recursos para que as crianças continuem a ir à escola”.

Para conseguir tal objectivo, a Câmara estima que seja necessária uma verba à volta de 51 mil contos, muito além dos valores adiantados pelo MDR. A equipa chefiada por Francisco Tavares não se limitou a estimar as verbas necessárias, antes indicando áreas de intervenção onde se poderão casar as emergências de emprego das famílias com as necessidades do Município.

APOSTA EM PROJECTOS AMIGOS DO AMBIENTE

Desde logo, o executivo pretende fazer a reconversão das famílias ocupadas com a extracção de inertes, direccionados para agregados de Fundura, Ribeira da Barca e Ribeira dos Engenhos, uma actividade que tem vindo a provocar efeitos negativos no meio ambiente. A ideia é colocar as famílias na área da cunicultura (criação de coelhos).

Por outro lado, a Autarquia pretende colocar pessoas na recolha de resíduos sólidos não biodegradáveis, com uma estimativa de criação de 200 postos de trabalho, ocupando gente em todo o Município a “catar” garrafas, latas e plásticos para vender à Câmara Municipal que, posteriormente, venderia esse lixo a empresas que laboram na área da reciclagem, uma actividade que permitiria limpar as ribeiras do concelho e gerar um melhor ambiente.

Um outro projecto passa pelo tratamento das águas residuais de Achada Galego, cultivando as terras em torno da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais). Produção de paralelos e tratamento de inertes para a realização de obras sociais, é outra das componentes do Programa elaborado pela autarquia. Isto é, a Câmara, que actualmente compra paralelos na Cidade Velha e Tarrafal, com os custos daí decorrentes, passaria a produzi-los no próprio Município, a custo mais baixo e eliminando os gastos com transporte. Quanto aos inertes, o próprio Plano Director Municipal (PDM) prevê a sua produção no Concelho.

APOSTA NA PRODUÇÃO DE INERTES E DE CARVÃO

A ideia é formar um grupo de 50 jovens para a produção de paralelos e de mais cem (100) como calceteiros, duas equipas que irão trabalhar até Junho do próximo ano para fornecer material para obras de infraestruturação urbana e, ainda, de fornecimento de inertes para obras sociais (nomeadamente, instalações desportivas e habitação). Por exemplo, a Câmara Municipal adquire brita na Cidade da Praia, uma situação que pretende agora ser alterada com produção própria, após serem identificadas, juntamente com o MDR, áreas específicas para a exploração deste material.

Outra das frentes da geração de emprego, prende-se com o corte de acácias, que se encontram junto às ribeiras, para a produção de carvão. Da ilha do Maio, caso o projecto vá em frente, deverão chegar a Santa Catarina dois carvoeiros para formação de pessoas nesta actividade. Limpeza de estradas e infraestruturação rodoviária e urbana são, de igual modo, projectos a executar, o que já vêm acontecendo nos últimos anos.

Se implementados todos estes projectos, a Câmara prevê conseguir a criação de 880 a mil (1000) postos de trabalho.


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