Museu da Tabanca devolvido à comunidade

Um espaço museológico não pode sobreviver sem o envolvimento da comunidade, sem constituir fator de crescimento das pessoas e da economia, levando dinamismo à vida das localidades. Foi esse o traço central das intervenções na reabertura do museu

 

Intervindo na cerimónia de reabertura do Museu da Tabanca, o Presidente Beto Alves sublinhou a circunstância de a localidade ser uma vila e que o espaço museológico, juntamente com outras infraestruturas, cujos concursos públicos serão lançados no próximo ano, irá contribuir para o progresso e desenvolvimento de Chã de Tanque.

“A reabertura do museu vai trazer para este espaço e para a nossa vila uma nova dinâmica”, disse o Edil, sublinhando que “não é pelo facto de estarmos numa quadra de festa que abrimos as portas, pelo contrário, o espaço está muito bem concebido e, junto com a comunidade, podemos dar-lhe vida e desconcentrar as atividades culturais que, normalmente, acontecem em Assomada”.

Segundo o Edil, é preciso “criar uma agenda cultural que dê visibilidade ao Museu da Tabanca e a Chã de Tanque”, para levar turistas à localidade e “dinamizar a economia local e o rendimento das famílias”, sublinhou Beto Alves.

Uma agenda que, ainda segundo o Presidente, “deve envolver a comunidade”, mas também todos os grupos de Tabanca do Concelho. “A nossa política é clara para a Tabanca: vamos avançar com investimentos nos próximos tempos”, disse Beto Alves, acrescentando: “não deve ser só este espaço, temos casas de Tabanca que, neste momento, precisam de um apoio forte da Câmara”.

Tabanca vai ser elevada a Património Nacional

Intervindo, também, no ato de reabertura, o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas começou por dizer que não se estava ali para “reescrever a história”, para “criar uma nova memória”, sublinhou. “Este museu já está criado, seu espírito e sua alma já está criado, nós só viemos abrir a porta”, destacou Abraão Vicente.

Anunciando que o Instituto do Património Cultural (IPC) está a elaborar um dossiê com estudos científicos para elevar a Tabanca a Património Nacional, o Ministro sublinhou que “todas as estruturas museológicas de Cabo Verde vão sofrer uma profunda remodelação e releitura, no sentido de a comunidade entender que os museus não são para o Ministro e nem para Ministério, mas sim para a comunidade”, alinhando com a posição do Presidente Beto Alves de que o Museu da Tabanca, com uma agenda forte e com a afluência de turistas pode ser fator de animação da economia local, através do aumento do rendimento das famílias, através da oferta gastronómica, seja por razão da prestação de outros serviços aos visitantes.

Os convidados foram recebidos ao som da Tabanca pelo grupo de Lém Cabral, propiciando momentos únicos de sonoridades, coreografia e emoções.

No ato de reabertura interveio, também, o recém-empossado Presidente do IPC, Hamilton Jair Fernandes.

Criado em 199, mas reaberto ao público em 2010, neste local, o Museu da Tabanca esteve sempre votado ao abandono, sendo negligenciada a sua importância histórica e documental para Santa Catarina, a região e o País, tendo estado de portas fechadas nos últimos dois anos, e contando agora com uma gestão partilhada entre a Câmara Municipal de Santa Catarina e o IPC.

 


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