Beto Alves defende escola democrática e ligada à comunidade

O Edil de Santa Catarina defende uma escola aberta e que a Educação não pode ser uma coisa gizada em gabinetes, antes deve estar ligada à vida e às necessidades do país, que estimule o espírito crítico e forme jovens insubmissos

 

Intervindo na abertura do ano letivo, que teve lugar esta segunda-feira, 17, na Praça Central de Assomada, o Presidente Beto Alves defendeu que a escola deve ser democrática e ligada à vida das comunidades.

“A nossa estratégia para a Educação só funciona se envolvermos pais e encarregados de educação em todo o processo educativo, mas também alunos e comunidade. A Educação não pode ser uma coisa gizada em gabinetes, sem ligação direta à realidade concreta, à mundivivência das pessoas”, disse o Edil de Santa Catarina.

Segundo Beto Alves, “só assim teremos um bom Sistema Educativo e, mais ainda, uma escola democrática aberta a todas as contribuições, a todas as perspetivas positivas. Uma escola ligada à vida, às necessidades das comunidades e ao progresso e desenvolvimento do país”, sublinhou o autarca.

Fórum da Educação

“Parece-me fundamental uma reflexão séria sobre o Sistema Educativo, nomeadamente, sobre o processo de aprendizagem. Uma reflexão, aliás, que não se pode circunscrever a estas palavras, antes deveria ser pretexto para fazermos trabalho mais cuidado, nomeadamente, juntando pessoas do saber, intelectuais, profissionais da Educação e, ainda, acrescentando o valor da participação democrática da comunidade”, disse Beto Alves, avançando para lançar um desafio à comunidade escolar: “a organização de um Fórum da Educação.”

Para Beto Alves é necessário “uma reflexão que tome como base o sistema que temos e aquele outro que poderemos construir, adequando conceitos e procedimentos às necessidades e desafios que temos pela frente”, já que, segundo ele, é preciso alterar a lógica dominante no que respeita à Educação.

Ensino deve ter por fim o ser

“Todo o nosso sistema de ensino tem estado assente na assimilação de conhecimentos, na conclusão de cada grau de ensino, tendo por objeto final a tão ambicionada licenciatura. Isto é, o sistema de ensino tem estado, até hoje, assente no ter, quando deveria ter por fim o ser”, defendeu o Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina diante de uma plateia maioritariamente composta por professores, pais e encarregados de educação.

Resultante do caminho até agora seguido, “fazemos sair das escolas, no final de cada ano letivo, milhares de crianças e jovens que assimilaram todos os conhecimentos possíveis, que têm na ponta da língua (e, mesmo assim, nem sempre) tudo o que aprenderam durante o ano, mas que, grosso modo, não sabem explicar o que aprenderam, não conseguem refletir sobre cada matéria assimilada”, salientou Beto Alves, considerando ser este o “principal problema do nosso Sistema de Ensino: não ensinamos as nossas crianças e jovens a pensar!”

Estimular o espírito crítico

Ainda segundo Beto Alves, “não ensinamos a pensar como, também, não formamos o espírito crítico, não estimulamos a rebeldia (natural dos jovens) num sentido positivo, não despertamos uma consciência insubmissa”, condição que, “é fundamental para termos cidadãos conscientes e uma cidadania ativa”.

Escola deve ter como centro os alunos

“Nesta linha, poderemos também refletir sobre o papel do professor em todo o processo educativo, já que, até agora, ele tem sido o protagonista, digamos assim, a personificação do saber e da autoridade, quando poderia (e deveria) ser um facilitador da aprendizagem”, sustentou o Edil, acrescentando que “a escola nova e democrática, pelo contrário, deveria ter como centro os alunos, estimulando-os - ao invés da assimilação vazia de conhecimentos - a apresentarem projetos, com os professores a acompanhar o seu trabalho, aproveitando, por exemplo, para integrar conhecimentos de matemática, de línguas ou estudo do meio”.

Para Beto Alves “a diferença substantiva entre a escola que temos e a nova escola democrática seria a autonomia e confiança que esta última poderá transmitir”, já que “enquanto na escola tradicional quem responde às perguntas é o professor – o adulto -, supostamente o mais capaz; na nova escola o centro são os alunos e o papel do docente é orientá-los para refletirem e chegarem ao conhecimento”, sublinhou.

No ato público intervieram, ainda, o Diretor-geral do Planeamento, Orçamento e Gestão do Ministério da Educação (ME), José Marques, e o Delegado do ME em Santa Catarina, Pedro Monteiro. Paralelamente, esteve patente ao público uma Feira da Educação.

Os sete agrupamentos escolares de Santa Catarina vão receber, neste ano letivo, mais de 11.985 crianças e jovens, sendo que deste número 1.500 são do Pré-escolar e os restantes do ensino Básico e Secundário, num universo de 800 profissionais da Educação que os irão acompanhar.

 


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