Folk music basca conquista público de Assomada

No último dia da edição santacatarinense do Festival Sete Sóis Sete Luas, o grupo basco Korrontzi provocou uma imediata empatia com o público ao som do folclore do País Basco. Mas os talentos de Santa Catarina Silvino Tavares e Sílvio Brito também subiram ao palco para cantar e encantar. Marco Abbondanza, o Diretor do festival, e o público deram nota mais ao evento

 

O último dia do festival Sete Sóis Sete Luas em Santa Catarina, que aconteceu este domingo, 04, ficará gravado na história da agenda cultural do Município. Vindos de Munguia, no País Basco (Espanha) o grupo Korrontzi conquistou literalmente o público de Assomada. A Praça Central, praticamente cheia, vibrou ao som da música basca, com o público a embarcar nos ritmos e sonoridades do folclore, rendido à excelência dos músicos.

Partindo dos sons ancestrais e tradicionais do folclore basco (baseado no “trikitixa”), mas imprimindo uma sonoridade contemporânea, o Korrontzi ofereceu, para deleite do público, o património musical de mais de uma década pelas estradas deste mundo, mostrando o que de melhor a música popular nos pode presentear.

Uma tradição, contudo, que vai beber a várias influências das músicas do mundo, tendo como suporte central as sonoridades do acordeão (em Santa Catarina conhecido por “gaita”).

Não fora a necessidade de a banda ter voo marcado, seguramente que a festa da música se prolongaria noite adentro, tal a empatia instantaneamente conseguida com o público de Assomada.

Sons da “casa” encerram a noite

No alinhamento, após a saída de palco do Korrontzi, tiveram vez e voz os sons da “casa”, magistralmente interpretados por Silvino Tavares e Sílvio Brito, nomes que, seguramente, serão tidos em conta em próximas edições do festival, já que as possibilidades de atuação em outras ilhas e mesmo no estrangeiro, estão em cima da mesa. O que comprova a importância do Sete Sóis Sete Luas na internacionalização dos artistas caboverdianos no Brasil, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Tunísia, Itália, Marrocos e Portugal, países da rede Sete Sóis Sete Luas.

Nota mais para a edição de Santa Catarina

Marco Abbondanza, o italiano responsável pela direcção do Sete Sóis Sete Luas, manifestou a sua satisfação pela primeira edição do festival em Santa Catarina, dando nota mais à sua organização.

“É um balanço extremamente positivo, ficamos satisfeitos pelo entusiasmo da equipa da Câmara, pela forma como fomos recebidos, mas também pelos projetos futuros”, disse Abbondanza ao nosso portal.

Ainda segundo o Diretor do Sete Sóis Sete Luas, “a Câmara tem vontade em transformar, com novos projetos, o Concelho, os artistas gostaram e, naturalmente, esta foi uma primeira edição, correu muito bem, e a segunda vai correr ainda melhor”, sublinhou.

“É o início de um percurso, na área cultural é muito importante a continuidade, este foi um primeiro passo muito bom que vai permitir o crescimento progressivo do projeto e, também, agora com novos desafios”, disse ainda Marco Abbondanza, referindo-se à abertura de um Centrum Sete Sóis Sete Luas em Assomada.

Para terminar, Abbondanza referiu que “para o ano haverá mais surpresas”, acrescentando, numa alusão à Zona Pedonal: “este novo desenho do centro histórico [de Assomada] é um espaço muito interessante que dá dignidade ao cidadão” e com condições de excelência “para o crescimento cultural de Santa Catarina”, de que a rede Sete Sóis Sete Luas é, agora, parceira.

Público também deu nota mais

O público também deu nota mais à edição de Santa Catarina, como foi o caso de Bernardino. “Foi muito bom, um grande evento em Assomada, e espero que aconteça mais vezes. É uma coisa nova que permite o intercâmbio de culturas, fundamental para Cabo Verde conhecer novas ideias e novas culturas”, disse o nosso interlocutor, acrescentando: “A Câmara Municipal de Santa Catarina está de parabéns”.

Zany converge com Bernardino na apreciação positiva do festival. “A Câmara tem promovido uma boa agenda cultural, ultimamente. Esta é uma boa iniciativa e estamos no bom caminho”.

Zilmar, outro dos nossos entrevistados, considerou que esta edição do Sete Sóis Sete Luas “foi a melhor atividade realizada este ano” e sublinhou “que há muito tempo que não via um evento deste tipo”. Para Zilmar, estão a ser feitas “grandes mudanças” em Santa Catarina, “dando oportunidades aos talentos santacatarinenses”. Por último, felicitou a Vereadora da Cultura, Jassira Monteiro, pela forte agenda cultural do Município.

Por último, Anícia fez questão de sublinhar: “gosto muito do Festival Sete Sóis Sete Luas”, até porque “para além de trazer os artistas estrangeiros para cá, pode também levar os nossos artistas para fora”. A nossa entrevistada disse ainda que “a nova agenda cultural é muito importante para desenvolver o nosso Concelho”.

 

 

 


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