AmArte assinala Dia dos Namorados

A Associação de Artesãos de Santa Catarina e a Câmara Municipal assinalam a efeméride com uma feira de artesanato. AmArte abre portas esta terça-feira, 12, pelas 16h00, no Espaço do Artesão

 

De 12 a 14 de fevereiro, a Associação de Artesãos de Santa Catarina e a Câmara Municipal organizam AMARTE, a feira de artesanato que assinala o Dia dos Namorados, no Espaço do Artesão (ao lado do Cineclube de Assomada).

AmArte abre portas esta terça-feira, 12, pelas 16h00, encerrando ao público às 20h00. Nos restantes dias, a abertura acontece às 09h00 e o fecho às 20h00.

Também chamado de Dia de São Valentim em vários países, o Dia dos Namorados celebra a união sentimental entre casais, sendo corrente a troca de presentes e de cartões com corações.

Em todos os países lusófonos (à exceção do Brasil que o assinala a 12 de junho, na véspera de Santo António) o Dia dos Namorados é comemorado a 14 de fevereiro.

História, lendas e mitos

A data, porém, tem uma origem pouco ligada ao amor e ao romantismo. Pelo contrário, decorre de circunstâncias trágicas, mais concretamente, de um jejum em homenagem a São Valentim.

A relação com o amor e o romantismo acontece apenas no final da Idade Média, com a formulação destes conceitos.

Nas suas origens esteve a recusa do bispo Valentim em obedecer a ordens do imperador romano Cláudio II, que havia proibido os casamentos durante os períodos de guerra por considerar que soldados solteiros, sem ligações amorosas e íntimas, seriam melhores guerreiros.

Valentim, porém, defendia posição diferente e continuou a celebrar matrimónios. Descoberta a sua desobediência, o imperador mandou-o para as masmorras e condenou-o à morte.

Na prisão, em inúmeros gestos de apreço e solidariedade, o bispo recebeu muitas flores e bilhetes onde os jovens diziam acreditar, ainda, no amor. E Valentim, provavelmente tomado pela solidão do cárcere e as mensagens românticas, apaixonou-se perdidamente pela filha cega do carcereiro e, segundo consta a lenda, devolveu-lhe milagrosamente a visão.

Antecedendo a execução, Valentim escreveu à moça um bilhete de despedida, assinando-o como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim” – duas versões que se perpetuaram pelos tempos sem que se saiba, com rigor, qual delas assinava a missiva.

Valentim foi declarado mártir pela Igreja Católica, mas a suposta data da sua morte (14 de fevereiro) marca, também, a véspera da festa anual (Iupercais) que era celebrada na antiga Roma em honra da deusa Juno e do deus Pan. Um ritual visto, à luz dos nossos dias, como bárbaro, já que, por esta ocasião, os sacerdotes organizavam a passeata da fertilidade que consistia em verdascar com correias de couro de cabra todas as mulheres jovens. O que, segundo a crença, garantia a fertilidade.

No entanto, são vários os mitos e as lendas a este propósito, havendo outras versões sobre a origem do dia.

 


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