Economia ao serviço das pessoas, mais democracia e participação cidadã



O Presidente Beto Alves, que interveio ontem no Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico e Social, defendeu um novo paradigma económico, melhor democracia, participação dos cidadãos no processo decisório, autonomia e regionalização, e uma administração pública com servidores públicos, de facto



Intervindo no debate sobre “Ilhas Urbanas Intermédias”, que teve lugar esta quinta-feira, 19, no Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local, o Presidente Beto Alves defendeu que o desenvolvimento se faz com uma economia ao serviço das pessoas e que é fundamental mais e melhor democracia e participação cidadã.



“Parece-me que durante muito tempo, tempo de mais – diga-se – , o que ainda persiste para infelicidade da nossa comunidade global e da nossa raça humana, têm sido as pessoas a estar ao serviço da economia, quando o paradigma deve ser outro, caso contrário não faria sentido estarmos aqui esta semana”, começou por dizer o Edil de Santa Catarina.

Segundo Beto Alves, “é chegado o tempo de encontrarmos um outro modelo, em que seja a economia a estar ao serviço das pessoas”, até porque “isso faz todo o sentido, principalmente quando falamos em desenvolvimento económico local e, em particular, quando se trata de pequenos Estados Insulares, como é o caso de Cabo Verde”, sublinhou.



Mais democracia, melhor democracia

Para o Presidente da Câmara de Santa Catarina, “mais democracia, melhor democracia e participação ativa dos cidadãos no processo decisório, mas também descentralização e empoderamento local e regional são condições fundamentais para que possamos trilhar novos caminhos tendo em vista o desenvolvimento económico, numa estreita sintonia com o progresso social”. Isto é, “colocando a economia ao serviço das pessoas, dando resposta às suas necessidades básicas e concretizando os sonhos das comunidades”, defendeu o Edil.



Desenvolvimento inclusivo

“Uma nova visão no que respeita a políticas urbanísticas inclusivas não pode ser dissociada das necessidades de resposta a dois problemas centrais deste nosso tempo: o desemprego e a insegurança”, alertou Beto Alves, considerando ainda que “a governação local deve centrar as suas preocupações nos terrenos da Educação, da Cultura e da Saúde, áreas centrais para alavancar os níveis de desenvolvimento das nossas cidades e trazer felicidade à comunidade”, salientou, mas esclarecendo que “a felicidade dos nossos concidadãos, mais do que um slogan politicamente correto, deve ser a linha central de atuação das governanças locais, nomeadamente, para que os benefícios do crescimento não sejam apenas garantidos a uma minoria ou a grupos sociais específicos, mas para que se alarguem a toda a comunidade e tornem inclusivo o processo de desenvolvimento”, porquanto, “o crescimento deve beneficiar, desde logo, os mais pobres e os marginalizados”.



Uma nova atitude na Administração Pública

Ainda segundo Beto Alves, “outra condição para podermos enfrentar os desafios e trazer desenvolvimento económico às nossas comunidades, passa necessariamente pela mudança de atitude da nossa Administração Local: em vez de funcionários públicos, devemos instituir a cultura de servidores públicos; ao invés de chefes, devemos estimular o surgimento de líderes”, já que “só assim a Administração Local poderá dar resposta útil e consistente às demandas das populações, seja no que respeita ao estímulo da iniciativa privada, mas também à dinamização do cooperativismo e da economia social, e, ainda, à emergência das indústrias criativas como fator de desenvolvimento da Cultura e do Turismo”.



Ousadia, determinação e capacidade de sonho

“Maior produtor de carne a nível nacional, celeiro da ilha de Santiago e maior centro de comércio do país, Santa Catarina estabeleceu como prioridades uma profunda reforma da administração, a requalificação urbana e a criação de riqueza, num processo integrado de desenvolvimento sustentável que constitua fator importante para o crescimento económico e o progresso social do Concelho e de toda a Região de Santiago Norte”, disse ainda o Edil, considerando que “ousadia, determinação e capacidade de sonho são fatores determinantes para levar de vencida os desafios dos novos tempos e trazer bem-estar e felicidade às nossas comunidades”.

Para Beto Alves, “se persistirmos nesse rumo, se entendermos o desenvolvimento económico virado para as necessidades das pessoas, poderemos marcar a diferença e, pese embora a nossa pequenez relativa, constituir exemplo e influir decisivamente no processo de desenvolvimento global”.

No debate, participaram ainda o economista e professor universitário caboverdiano António Silva, o conselheiro do Cabido (Governo Regional) de Tenerife (Canárias, Espanha), Miguel Angel Perez, e o consultor da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Edmundo de Werna.

Após o debate, Beto Alves, o Presidente da Assembleia Municipal, Eurico da Moura, e elementos da equipa camarária visitaram vários stands patentes no fórum. 

 


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