Mãe África: Nosso coração pulsa por ti

Neste Dia de África, que a sua simbologia seja força e dinâmica de um continente de futuro, de progresso social e de desenvolvimento, com os nossos corações pulsando a um novo ritmo

 

Corria o ano de 1963, era o mês de maio em Adis Abeba, na Etiópia. Tendo como pano de fundo a luta pelas independências nacionais no continente, líderes dos Estados africanos e representantes dos movimentos nacionalistas de libertação reuniam-se, pela primeira vez em grande escala, para juntar forças na criação de uma ampla e unida frente de luta e libertação total de África do jugo colonial.

Do encontro saiu a primeira instituição continental do pós-independência: estava constituída a Organização de Unidade Africana (OUA), que antecedeu a atual União Africana.

Uma África livre e unida da dominação colonial, nascia após séculos de dominação e ignomínia, patenteada na OUA. Estávamos em 25 de maio e, solenemente, a data foi assinalada como Dia de África.

Reafirmando os princípios fundadores da OUA, consubstanciados em "uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na cena mundial", em 2002 nascia a União Africana (UA).

Circunscritas as comemorações deste ano a vários eventos online, ou a gestos simbólicos, o Dia de África ocorre no centro de um dos maiores desafios já enfrentados pelo continente e pela Humanidade: a luta contra a pandemia do civid-19.

Que estes tempos de incerteza possam cimentar a unidade dos povos e o seu desejo a um outro mundo, onde a solidariedade e a justiça possam ser esteio de uma nova “normalidade” de paz, amizade e prosperidade.

Neste dia tão marcante, que a sua simbologia seja força e dinâmica de um continente de futuro, de progresso social e de desenvolvimento, com os nossos corações pulsando a um novo ritmo.

 


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